Ministério Público de Pernambuco
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Destaques do MPPE

12/06/2018 - A Escola Superior do Ministério Público de Pernambuco (ESPM) realizou na tarde dessa segunda-feira (11), no auditório da ESMP, o encontro Mães e Cidadania. O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) através desse evento, objetivou debater a realidade vivida pelas mães na atualidade, envolvendo os temas Mães encarceradas; Mães de bebês com microcefalia e Mães de vítimas da violência.

O evento foi proposto após a realização dos encontros Mulheres e Cidadania, iniciativa do projeto Humanização do Parto, coordenado pela promotora de Justiça de Defesa da Saúde de Olinda, Maísa Melo. Como desdobramento daqueles encontros, foi sugerida a realização de um debate com a sociedade civil e representantes de organizações não-governamentais (ONGs), como Mães da Saudade, Grupo Comunidade Assumindo suas Crianças e União de Mães de Anjos (UMA), para que o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) pudesse ouvir a realidade vivida pelas mães.

O debate foi aberto pela promotora de Justiça de Execução Penal, Irene Cardoso, que expôs o tema Mulheres encarceradas, fazendo com que os presentes refletissem sobre a realidade dessas mulheres. A palestrante enfatizou temas como partos para mulheres presas, concessão do indulto, guarda de filhos entre outros. “É fundamental entender quem são essas mulheres que vivem neste cenário, precisamos entender para buscarmos soluções”, destaca a promotora Irene Cardoso.

O segundo tema abordado na reunião, foi exposto pela presidente da UMA, Germana Soares. A representante da UMA emocionou a todos, mostrando a realidades vivenciada pelas mães de bebês com microcefalia, que muitas vezes são abandonadas pelos companheiros, sofrem preconceitos da sociedade, não possuem recursos para garantir o básico para os bebês com a síndrome, entre outras problemáticas destacadas. A UMA atende hoje, em sua matriz localizada em Recife e nas oito filiais distribuídas entre Zona da Mata, Litoral, Agreste e Sertão do Estado, 409 bebês com a Síndrome Congênita do Zika vírus, mais conhecida como microcefalia. Segundo Germana, a ONG leva aos familiares o assistencialismo, a fim de dar qualidade de vida para estas crianças. “Esse encontro é um primeiro passo para praticarmos a inclusão, ter mais respeito pelo próximo e acima de tudo, entender que o direito social, depende de cada pessoa”, relata a presidente.

A representante do Grupo Comunidade Assumindo suas Crianças e Mães da Saudade, Fernanda Alves, fez os inscritos refletirem sobre o sentimento das mães em face da perda de um filho vítima da violência. “Nosso intuito é mostrar para a sociedade que foram vidas que se perderam, e não apenas números”. O trabalho desenvolvido pela ONG, inclui atendimento psicológico; visita; grupo de terapia; passeios entre outros, a fim de elevar a autoestima das mães desses jovens. Como também, desenvolvendo através da arte e educação, a valorização da vida, facilitando o aprendizado de crianças e adolescentes da comunidade localizada em Peixinhos, Olinda, o conhecimento dos seus direitos e do exercício da cidadania.

Segundo a promotora Maísa Melo, há expectativa de levar estes encontros, ao interior do Estado. “Esperamos que a sociedade cada vez mais, confie no trabalho do Ministério Público, e traga estas demandas para que possamos atuar”, complementa Maísa.

Encontro "Mães e Cidadania"

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